Do preconceito à discriminação justificada

Cícero Pereira

Um dos grandes paradoxos nas sociedades que têm definido o valor da igualdade como um dos seus princípios organizadores é a permanência de discriminação objectiva contra grupos minoritários mesmo tendo estas sociedades instituído normas sociais, orientações constitucionais e procedimentos jurídicos que condenam firmemente a expressão de

Paradigma DRM: Traições da memória

Paula Carneiro

Como pode uma memória ser falsa? As memórias não são recordações de coisas que nos aconteceram, que experienciámos, ouvimos e vimos? Parece que nem sempre… O que a investigação nos mostra é que podemos recordar informações e acontecimentos que na realidade não ocorreram. Vejamos o seguinte exemplo.

Quem é quem no bullying?

D'Jamila Garcia

Nos últimos tempos, os meios de comunicação social têm prestado bastante atenção à problemática da violência na escola, em particular, à vitimização entre pares. Muito se tem falado do papel dos professores e da escola, dos pais, da polícia e até do Estado em todo este processo. Apesar disto, existe pouca informação consistente acerca do fenómeno em si e dos seus intervenientes. O presente artigo tem como objectivo contribuir para um maior esclarecimento acerca do bullying, sobre quem nele está envolvido e quem por ele é afectado.

Considerações gerais sobre a definição e a avaliação da dor pediátrica

Sara Fernandes

A dor afecta em todo o mundo milhões de pessoas de todas as idades. Ao longo deste artigo incidiremos no construto dor pediátrica, na medida em que remete para uma experiência deveras comum durante a infância e fortemente associada ao medo e à ansiedade infantis (Barros, 2003; O’Rourke, 2004). Reflectir-se-á não só acerca das diferentes definições do conceito dor, como também sobre as suas distintas formas de avaliação. Em suma, pretende-se apresentar uma visão geral do panorama da dor, sensibilizando para a importância desta temática.

Agrido, logo existo: Para além do carácter não-adaptativo da agressão

Pedro Rosa

Vários domínios científicos têm-se debruçado sobre a problemática da agressão. A Sociologia, a Biologia, a Antropologia, a Psiquiatria e a Psicologia têm abordado este tema sobre diferentes perspectivas e hipotetizado acerca das origens da agressão com base em factores demográficos e culturais, princípios evolutivos, alterações metabólicas ou processos cognitivos (Tedeschi & Felson, 1994). De facto, o comportamento agressivo é considerado actualmente uma problemática, não só pessoal, mas também social.

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